Rússia nega acusação de assassinato de Alexei Navalny - NA BOCA DO POVO

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Rússia nega acusação de assassinato de Alexei Navalny

 


A Rússia rejeitou nesta segunda-feira (16) as acusações feitas por cinco países europeus de que o Estado russo teria assassinado o opositor Alexei Navalny com uma toxina extraída de rãs-flecha venenosas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as denúncias como “falsas, tendenciosas e infundadas” e afirmou que Moscou as repudia de forma veemente.


No sábado (14), Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda divulgaram um relatório apontando que Navalny teria sido morto enquanto estava detido em uma colônia penal no Ártico, há dois anos. O documento afirma que exames identificaram a presença de epibatidina, substância altamente tóxica não encontrada naturalmente na Rússia, e sustenta que o governo russo tinha meios, motivo e oportunidade para administrar o veneno.


Alexei Navalny morreu aos 47 anos em uma prisão na Sibéria, onde cumpria pena superior a 19 anos por crimes que sempre negou. Principal opositor do presidente Vladimir Putin, ele ganhou notoriedade internacional por denúncias de corrupção envolvendo autoridades russas e por liderar grandes protestos contra o Kremlin.


Em 2020, Navalny sobreviveu a um envenenamento com o agente nervoso Novichok, atribuído por investigações internacionais ao serviço de segurança russo — acusação negada por Moscou. Após se recuperar na Alemanha, retornou à Rússia em 2021, quando foi preso.


A morte de Navalny ocorreu poucas semanas antes das eleições presidenciais que garantiram a Putin um novo mandato, ampliando a repercussão internacional do caso.

 

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