A Rússia rejeitou nesta
segunda-feira (16) as acusações feitas por cinco países europeus de que o
Estado russo teria assassinado o opositor Alexei Navalny com uma toxina
extraída de rãs-flecha venenosas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov,
classificou as denúncias como “falsas, tendenciosas e infundadas” e afirmou que
Moscou as repudia de forma veemente.
No sábado (14), Reino Unido,
França, Alemanha, Suécia e Holanda divulgaram um relatório apontando que
Navalny teria sido morto enquanto estava detido em uma colônia penal no Ártico,
há dois anos. O documento afirma que exames identificaram a presença de epibatidina,
substância altamente tóxica não encontrada naturalmente na Rússia, e sustenta
que o governo russo tinha meios, motivo e oportunidade para administrar o
veneno.
Alexei Navalny morreu aos 47
anos em uma prisão na Sibéria, onde cumpria pena superior a 19 anos por crimes
que sempre negou. Principal opositor do presidente Vladimir Putin, ele ganhou
notoriedade internacional por denúncias de corrupção envolvendo autoridades
russas e por liderar grandes protestos contra o Kremlin.
Em 2020, Navalny sobreviveu
a um envenenamento com o agente nervoso Novichok, atribuído por investigações
internacionais ao serviço de segurança russo — acusação negada por Moscou. Após
se recuperar na Alemanha, retornou à Rússia em 2021, quando foi preso.
A morte de Navalny ocorreu
poucas semanas antes das eleições presidenciais que garantiram a Putin um novo
mandato, ampliando a repercussão internacional do caso.

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