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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Comerciário que atropelou e matou comerciante em Juazeiro disse que teve “acesso de fúria” e a raiva o fez “cegar”, mas ficou preso

 

Foto: Reprodução

O comerciário Romário Raoni Pereira Agostinho, de 41 anos, preso após atropelar quatro pessoas na madrugada de sábado (23), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo (24), em Juazeiro do Norte.

 

O caso aconteceu por volta das 4h30, na saída de um estabelecimento localizado na Avenida Plácido Castelo, no bairro Lagoa Seca. Segundo informações da polícia, após uma briga generalizada, Raoni entrou em um Volkswagen Tiguan preto e avançou contra um grupo de pessoas.

 

No atropelamento, morreu o comerciante Airton Ferreira Rocha Neto, de 33 anos, conhecido como “Airton Neto”, morador de Milagres e proprietário de um bar na cidade. Outras três pessoas ficaram feridas: Amilton Pereira Rocha, Francisco Emanuel Ferreira Caetano — que estava com o veículo utilizado no crime — e Lucas Gabriel Gonzaga Sousa, de 23 anos, residente no Sítio Cabeceiras, em Milagres. Lucas segue internado no Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro.

 

Os delegados Rafael Mota e Reni Rocha autuaram Raoni em flagrante por homicídio doloso e três crimes de lesão corporal. O veículo utilizado no atropelamento também foi apreendido.

 

Durante a audiência de custódia, a promotora de Justiça Anna Carolynna da Silva Almeida solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, alegando necessidade de garantia da ordem pública e para evitar nova prática criminosa. O pedido foi aceito pelo juiz Fabricius Ferreira Silva, que determinou a manutenção da prisão.

 

Conforme as investigações, a confusão teria começado após uma discussão envolvendo brincadeiras sobre qual carro seria mais rápido. Segundo os autos, Raoni não teria gostado dos comentários, iniciando o desentendimento. Um amigo ainda tentou retirá-lo da briga, mas o acusado pegou o veículo do colega, que estava estacionado próximo ao local, e atropelou o grupo. Airton Neto teria sido atingido de forma violenta, chegando a sofrer esmagamento na região da cabeça.

 

Após o crime, Raoni abandonou o carro e fugiu. Inicialmente, ele foi até um imóvel no Residencial Nossa Senhora das Dores, no bairro Betolândia. Em seguida, tentou escapar pulando muros, mas acabou localizado e preso por policiais civis do Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP), escondido na estrutura da caixa d’água de uma chácara no bairro Aeroporto.

 

O Volkswagen Tiguan usado no atropelamento foi encontrado posteriormente na Avenida Universitária, no bairro José Geraldo da Cruz.

 

Em depoimento à Polícia Civil, Raoni afirmou que estava embriagado e disse não lembrar exatamente do ocorrido. Segundo ele, após discutir com algumas pessoas, teria sido agredido fisicamente, inclusive tendo o rosto esfregado no chão. O acusado declarou ainda que agiu em um “acesso de fúria” e admitiu ter atropelado o grupo, porém negou intenção de matar.

 

Romário Raoni mora no bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte, fazia uso de tornozeleira eletrônica e já responde por crimes como lesão corporal, violência doméstica, desacato e crime contra a incolumidade pública.

 

O corpo de Airton Neto foi sepultado neste domingo em Milagres, sob forte comoção de familiares e amigos. Diversas homenagens e flores foram deixadas em frente ao estabelecimento comercial da vítima.

 

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