Empresários reagem ao avanço do fim da escala 6×1 e alertam para aumento de custos no comércio e serviços - NA BOCA DO POVO

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Empresários reagem ao avanço do fim da escala 6×1 e alertam para aumento de custos no comércio e serviços

 

Foto: Reprodução

O avanço das discussões sobre mudanças na escala de trabalho 6×1 e a flexibilização da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até US$ 50 passou a preocupar empresários do setor de comércio e serviços em todo o País.

O tema entrou na pauta da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif), que alertam para riscos de:

  • aumento de custos operacionais;
  • perda de competitividade;
  • e impactos indiretos ao consumidor.

Representando cerca de 2,3 mil associações comerciais em todo o Brasil, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho precisa considerar a realidade econômica dos diferentes setores produtivos e não pode ser conduzido sob influência do calendário eleitoral.

— “O trabalho não é um tema meramente político. Ele é essencial para a formação da renda das pessoas. O trabalho deve ser debatido de outra forma. No fundo, o trabalho não é um castigo, mas uma virtude”, declarou.

Cotait Neto destacou que setores como:

  • comércio;
  • alimentação;
  • e serviços;

dependem de funcionamento contínuo e poderiam enfrentar dificuldades operacionais com mudanças abruptas na jornada de trabalho.

Segundo ele, uma eventual alteração na escala 6×1 exigiria novas contratações e aumento dos custos para empresas de pequeno e médio porte.

— “O empreendedor, o dono de restaurante ou o lojista não podem arcar com o custo de diminuir as horas de trabalho mantendo o mesmo valor de salário. Isso não cabe no custo”, afirmou.

IMPACTO PODE CHEGAR AO CONSUMIDOR

O presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif), Célio Antônio Bernardi Junior, também demonstrou preocupação com os efeitos econômicos da proposta.

A entidade acompanha o debate por causa dos impactos potenciais sobre os mais de 5,5 mil associados.

Segundo Bernardi, a mudança na jornada poderá provocar:

  • necessidade de novas contratações;
  • redução das margens de lucro;
  • e repasse de custos ao consumidor final.

— “Isso impactará economicamente toda a cadeia. Se uma empresa possui uma escala de trabalho estabelecida e ela é alterada, será necessário contratar mais pessoas”, afirmou.

Ele acrescentou:
— “Isso aumentará o custo, reduzirá a margem de lucro ou deverá ser repassado ao consumidor final. Resta saber se o consumidor e o empresário conseguirão absorver esse custo.”

 

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