Mensagens obtidas durante a
investigação apontam que um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
do Sul teria conhecimento antecipado sobre o pedido que beneficiou o traficante
Gerson Palermo, condenado por tráfico internacional de drogas e sequestro de
aeronave.
Na época da decisão, Gerson
Palermo já acumulava condenações que somavam 126 anos de prisão. Mesmo assim,
ele conseguiu deixar o presídio no dia 20 de abril de 2020 após obter o
benefício da prisão domiciliar.
Menos de cinco horas depois
de ser colocado em liberdade, o criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica e
fugiu. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça.
A autorização para a prisão
domiciliar foi concedida durante um plantão judicial pelo desembargador
Divoncir Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Diante das investigações e
das suspeitas levantadas no caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu
aplicar ao magistrado a pena de aposentadoria compulsória.

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