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O
ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, usou a rede social X para fazer um alerta
sobre o atual cenário político e institucional dos Estados Unidos, país que
sediará a Copa do Mundo de 2026 ao lado de México e Canadá. As declarações
repercutem uma entrevista do advogado suíço Mark Pieth ao jornal Tagesanzeiger,
na qual são levantadas preocupações sobre o ambiente interno norte-americano.
Segundo Pieth, práticas como a
marginalização de opositores políticos e abusos atribuídos aos serviços de
imigração podem desestimular a presença de torcedores estrangeiros no país. “O
que estamos vivendo no plano interno dificilmente incentiva os torcedores a
irem para lá”, afirmou. Ele acrescentou ainda que visitantes poderão enfrentar
tratamento rigoroso das autoridades: “É melhor assistir pela TV. Ao chegarem,
os torcedores devem esperar que, se não se comportarem adequadamente, poderão
ser mandados de volta para casa imediatamente — se tiverem sorte”.
Crítico frequente do atual presidente
da FIFA, Gianni Infantino, Blatter comandou a entidade até 2015, quando deixou
o cargo em meio a escândalos envolvendo a cúpula da organização. Naquele ano,
ele e Michel Platini, então presidente da UEFA, foram acusados de fraude, mas
ambos foram definitivamente absolvidos pela Justiça da Suíça em 2025.
As declarações ocorrem em um momento
de tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos, agravadas por
posicionamentos recentes do presidente Donald Trump, como o desejo de anexação
da Groenlândia e ameaças de aumento de tarifas contra países europeus
contrários às suas políticas. Diante desse contexto, surgiram na Europa
manifestações que defendem um boicote ou até o cancelamento da Copa do Mundo de
2026.
Apesar das especulações, dirigentes do
futebol europeu negaram qualquer intenção oficial de boicote. Em entrevista ao
jornal Ouest-France,
publicada no domingo (25), o presidente da Federação Francesa de Futebol,
Philippe Diallo, foi categórico: “Não há qualquer intenção por parte da
Federação Francesa de Futebol de boicotar a Copa do Mundo nos Estados Unidos”.

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