Mortes no trânsito em Juazeiro do Norte aumentam 19% e chegam a 42 vítimas em um ano - NA BOCA DO POVO

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mortes no trânsito em Juazeiro do Norte aumentam 19% e chegam a 42 vítimas em um ano

 


O número de mortes provocadas por acidentes de trânsito em Juazeiro do Norte registrou um aumento de 19% na comparação entre os dois últimos anos. Em 2024, o município contabilizou 34 óbitos, enquanto no decorrer de 2025 esse número subiu para 42 vítimas fatais, distribuídas em 24 bairros e três localidades da zona rural.

 

Entre as vítimas, a pessoa mais idosa foi Cosma Silva Nascimento, de 80 anos, atropelada no dia 24 de julho, no bairro Franciscanos. Já a vítima mais jovem foi a criança Victor Hyago de Sousa Melo, de apenas 8 anos, atropelada em 15 de outubro, no bairro Brejo Seco.

 

A faixa etária mais atingida foi a de 18 a 30 anos, com 17 mortes, representando 40,5% do total. Em seguida aparecem pessoas com mais de 50 anos, somando 15 óbitos (35,7%). A faixa entre 31 e 50 anos contabilizou oito mortes (19%), enquanto menores de 18 anos representaram 4,7%, com dois casos registrados.

 

Os bairros com maior número de vítimas fatais no trânsito foram Franciscanos, Romeirão, Aeroporto, São José e Vila Padre Cícero (Palmeirinha), com três mortes cada, o que corresponde a 7% individualmente do total anual. Outros bairros como Pirajá, Lagoa Seca, Novo Juazeiro, Campo Alegre e Leandro Bezerra registraram duas mortes cada. Já diversas outras áreas urbanas e rurais contabilizaram um óbito ao longo do ano.

 

Em relação aos meses, abril foi considerado o período mais violento no trânsito juazeirense, com sete mortes, seguido por maio, com cinco. Os meses de março, agosto e outubro tiveram quatro óbitos cada, enquanto junho, julho, setembro, novembro e dezembro registraram três mortes cada. Fevereiro contabilizou duas vítimas, e janeiro apresentou o menor número, com apenas uma morte.

 

A maioria dos acidentes envolveu motociclistas, além de atropelamentos e colisões com veículos de grande porte, evidenciando a vulnerabilidade no trânsito urbano e rodoviário do município. Os dados reforçam a necessidade de ações preventivas, fiscalização mais rigorosa e conscientização de condutores e pedestres para a redução da violência no trânsito.

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