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| Foto: Reprodução |
Onze dias após o último crime, um novo homicídio
foi registrado na zona rural do município de Tarrafas nesta quinta-feira (05).
No mesmo dia, Nova Olinda contabilizou o primeiro assassinato de 2026.
Em Nova Olinda, o crime aconteceu por volta das
19h30, na Rua Joaquim Ferreira Diniz, nas proximidades da Igreja de Santa
Luzia, no bairro Portelinha. A vítima foi Osvaldo Fernandes da Silva, de 41
anos, residente na Rua Antônio Domingos Marciel, no mesmo bairro. Ele estava em
uma motocicleta quando foi surpreendido e morto a tiros por um homem que também
trafegava em outra moto. Na segunda-feira (02), Osvaldo havia sido conduzido à
delegacia por suspeita de envolvimento em um suposto crime de estupro de vulnerável.
Já em Tarrafas, o homicídio ocorreu por volta das
14h30, no Sítio Oitis, zona rural do município. O agricultor Marcondes Palácio
Dias, de 50 anos, foi morto a tiros próximo à sua residência. Segundo
testemunhas, o crime teria sido praticado por um casal que fugiu do local em
uma motocicleta.
O nome de Marcondes aparece em uma ação judicial de
reintegração de posse que tramita na Comarca de Assaré, protocolada em junho de
2018 por José Cândido Neto, herdeiro de José Cândido de Araújo. O processo
trata da disputa por uma área conhecida como “Terras dos Cândidos”,
alegadamente ocupada de forma irregular.
De acordo com os autos, cerca de 200 braças de
terra teriam sido ocupadas por Marcondes, que teria construído uma cerca além
dos limites do seu terreno, fato que resultou no registro de um boletim de
ocorrência na Delegacia de Assaré. Em contrapartida, Marcondes também procurou
a delegacia e registrou um BO relatando ter sido ameaçado por Roberto Cândido,
contra quem decidiu representar judicialmente. Roberto negou as ameaças e, por
sua vez, denunciou um suposto incêndio criminoso na roça.
Com esse caso, Tarrafas registra o segundo
homicídio de 2026, o dobro do total do ano passado, quando apenas uma pessoa
foi assassinada em dezembro. O outro crime deste ano ocorreu no dia 25 de
janeiro, no Sítio Queimadas, quando Francisco Lima Bezerra, de 36 anos,
conhecido como “Marciano”, foi morto com um tiro efetuado por sua ex-esposa,
Francisca Pereira de Souza, de 39 anos. Na ocasião, o casal consumia bebida
alcoólica, e a acusada se apresentou espontaneamente à polícia, alegando que
vinha sendo ameaçada de morte pelo ex-companheiro, que tentava reatar o
relacionamento.

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