O ministro
da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta terça-feira (3), em entrevista
à CNN, que não será candidato ao Governo do Ceará nas eleições deste ano. Ele
anunciou que deixará o comando do Ministério da Educação no início de abril
para se dedicar integralmente à campanha de reeleição do governador Elmano de
Freitas (PT) e ao apoio a outros palanques do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) pelo país.
A declaração
ocorre em meio à pressão de aliados que defendiam uma candidatura considerada
mais competitiva diante do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), principal nome da
oposição no estado. Camilo foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de
substituir Elmano na disputa.
“Eu não
serei candidato a governador, essa é a minha decisão. Trabalharei muito para
que o projeto no Ceará não tenha descontinuidade e para garantirmos a reeleição
do governador Elmano”, afirmou.
Camilo
também informou que, após deixar o MEC, retornará ao Senado. Segundo ele, a
volta permitirá maior atuação política ao lado do presidente Lula, além de
presença mais constante no Ceará e no Nordeste. “Tenho uma relação muito boa
com os governadores da região”, destacou.
Sobre as
pesquisas eleitorais que indicam empate técnico ou vantagem de Ciro Gomes, o
ministro disse que Elmano tem boa avaliação administrativa e que novos
investimentos devem fortalecer o governo ao longo do ano. Entre os exemplos
citados, mencionou a previsão de instalação de um data center do TikTok no
estado.
Durante a
entrevista, Camilo ainda criticou a postura da oposição, acusando-a de
disseminar desinformação. “Enquanto nossos adversários fazem fake news e nos
agridem todos os dias, vamos continuar trabalhando. Nossa resposta não será a
baixaria, mas as entregas”, declarou.
O Ceará é o
terceiro maior colégio eleitoral do presidente Lula no Nordeste, e Camilo
Santana é visto como peça-chave na estratégia do PT. O ministro ganhou projeção
nacional à frente do MEC com iniciativas de fortalecimento da educação pública,
como o programa Pé-de-Meia e a ampliação das escolas em tempo integral.

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