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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Caso Andressa Urach reacende alerta sobre riscos à saúde após excesso de cirurgias plásticas

 


Cinquenta procedimentos estéticos. Esse é o número de intervenções que a influenciadora Andressa Urach acumula ao longo da vida, tema que voltou a ganhar repercussão após ela realizar um lifting facial deep plane, em maio de 2026, e afirmar que precisará providenciar novos documentos devido às mudanças em sua aparência.

 

O caso voltou a levantar questionamentos sobre os limites dos procedimentos estéticos e os impactos que sucessivas intervenções podem causar à saúde física e emocional.

 

A trajetória da influenciadora já foi marcada por episódios graves relacionados a procedimentos estéticos. Em 2014, Andressa ficou 28 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações decorrentes da aplicação de hidrogel nas pernas. Na época, precisou passar por 22 cirurgias para retirada do produto.

 

Em declarações reproduzidas pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro, o cirurgião plástico Dr. Jairo Casali explica que o aumento no número de intervenções amplia os riscos para o organismo.

 

“Quanto maior o número de procedimentos, maior o desgaste dos tecidos e a resposta do organismo ao trauma cirúrgico.”

 

Segundo o especialista, pacientes submetidos a várias cirurgias podem enfrentar recuperação mais lenta e maior dificuldade no processo de cicatrização.

 

“Haverá mais edema, maior área operada e uma recuperação mais lenta, aumentando o risco de fibroses, cicatrizes irregulares e intercorrências”, alertou.

 

O médico destaca ainda que um dos principais fatores de preocupação é a realização de múltiplos procedimentos em um mesmo período, o que pode aumentar o tempo cirúrgico e elevar significativamente os riscos.

 

Entre as possíveis complicações apontadas estão:

  • infecções;
  • necrose de tecidos;
  • eventos tromboembólicos;
  • alterações de sensibilidade;
  • dificuldades no processo de cicatrização;
  • alterações na circulação sanguínea em áreas já operadas.

“Pacientes com múltiplas cirurgias precisam de avaliação criteriosa, acompanhamento próximo e, muitas vezes, intervalos adequados entre as intervenções. Áreas operadas repetidamente acumulam tecido cicatricial e podem apresentar alterações na circulação sanguínea”, explicou Casali.

 

O alerta, porém, vai além dos impactos físicos. Especialistas chamam atenção para possíveis consequências emocionais relacionadas à busca constante por mudanças estéticas.

 

“Pacientes que procuram excessivamente cirurgias estéticas podem apresentar questões psicológicas e psiquiátricas associadas. É fundamental haver indicação médica responsável, expectativas realistas e equilíbrio na busca por resultados estéticos”, afirmou o especialista.

 

Em declarações anteriores sobre as complicações enfrentadas após o uso de hidrogel, a própria Andressa Urach chegou a relatar:

 

“Sempre fui doente por cirurgia plástica, sem limites. Se pudesse voltar no tempo, nunca teria colocado isso.”

 

Especialistas reforçam que procedimentos estéticos exigem planejamento, avaliação individualizada e acompanhamento especializado, ressaltando que cirurgias plásticas não são procedimentos livres de riscos.

 

“O principal alerta é entender que cirurgia plástica não é um procedimento sem riscos. O excesso pode comprometer tanto a saúde física quanto a emocional”, concluiu Casali.

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