A Corte de Apelações de Roma
iniciou nesta quarta-feira (11) a análise do pedido de extradição da
ex-deputada Carla Zambelli, que está presa na Itália desde julho de 2025. A
sessão foi suspensa após manifestações do Ministério Público italiano e da
defesa, com retomada prevista para quinta-feira (12).
O julgamento do mérito
ocorre após quatro adiamentos determinados pelo próprio tribunal, que
considerou necessária uma avaliação mais detalhada dos documentos apresentados.
Caso a extradição seja autorizada, Zambelli deverá cumprir pena na
Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal.
A audiência aconteceu um dia
depois de a Corte rejeitar um pedido da defesa para substituir os magistrados
responsáveis pelo caso. Os advogados alegaram parcialidade do colegiado ao
solicitar informações ao governo brasileiro sobre as condições de custódia no
país.
Condenação
Carla Zambelli foi condenada
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no primeiro semestre de 2025, a 10 anos de
prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ). Segundo a decisão, ela tentou inserir documentos falsos na plataforma,
entre eles um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
O caso veio à tona após revelações do hacker Walter Delgatti, apontado como
coautor da ação.
Com cidadania italiana
obtida por casamento, Zambelli deixou o Brasil após o trânsito em julgado da
condenação, buscando evitar o cumprimento da pena. O governo brasileiro acionou
a Interpol, e a Justiça italiana determinou sua prisão em julho de 2025. Desde
então, ela permanece detida na penitenciária feminina de Rebibbia, aguardando a
decisão sobre a extradição.
A sentença também previa a
cassação do mandato parlamentar. O tema foi levado ao plenário da Câmara dos
Deputados em dezembro, mas não obteve os votos necessários. Posteriormente, o
STF voltou a determinar a perda do mandato, e a ex-deputada apresentou renúncia
ao cargo. (Congresso em Foco)

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