Justiça italiana inicia julgamento da extradição de Carla Zambelli - NA BOCA DO POVO

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Justiça italiana inicia julgamento da extradição de Carla Zambelli

 


A Corte de Apelações de Roma iniciou nesta quarta-feira (11) a análise do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que está presa na Itália desde julho de 2025. A sessão foi suspensa após manifestações do Ministério Público italiano e da defesa, com retomada prevista para quinta-feira (12).

 

O julgamento do mérito ocorre após quatro adiamentos determinados pelo próprio tribunal, que considerou necessária uma avaliação mais detalhada dos documentos apresentados. Caso a extradição seja autorizada, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal.

 

A audiência aconteceu um dia depois de a Corte rejeitar um pedido da defesa para substituir os magistrados responsáveis pelo caso. Os advogados alegaram parcialidade do colegiado ao solicitar informações ao governo brasileiro sobre as condições de custódia no país.

 

Condenação

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no primeiro semestre de 2025, a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a decisão, ela tentou inserir documentos falsos na plataforma, entre eles um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso veio à tona após revelações do hacker Walter Delgatti, apontado como coautor da ação.

 

Com cidadania italiana obtida por casamento, Zambelli deixou o Brasil após o trânsito em julgado da condenação, buscando evitar o cumprimento da pena. O governo brasileiro acionou a Interpol, e a Justiça italiana determinou sua prisão em julho de 2025. Desde então, ela permanece detida na penitenciária feminina de Rebibbia, aguardando a decisão sobre a extradição.

 

A sentença também previa a cassação do mandato parlamentar. O tema foi levado ao plenário da Câmara dos Deputados em dezembro, mas não obteve os votos necessários. Posteriormente, o STF voltou a determinar a perda do mandato, e a ex-deputada apresentou renúncia ao cargo. (Congresso em Foco)

 

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