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Elmano também destacou que o
programa foi reconhecido nacionalmente como uma das iniciativas mais exitosas
do país no combate à extrema pobreza, ao conquistar o Prêmio Brasil Sem Fome,
concedido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome (MDS). “O programa Ceará Sem Fome é um passo muito importante
para construirmos uma sociedade mais justa, com mais cidadania e
oportunidades”, concluiu.
Aberto ao público, o
festival, em sua terceira edição, reuniu uma série de atividades ao longo do
dia, incluindo uma feira com 100 expositores beneficiários do programa,
oficinas práticas, painéis, capacitações e oferta de serviços à população.
Cerca de cinco mil pessoas participaram.
Aporte financeiro e
capacitação
O TikTok, que destinará
cerca de R$ 1 milhão a iniciativas de combate à fome no estado, está presente
no evento com um espaço dedicado à produção de conteúdo, orientação sobre o uso
das redes sociais e estratégias de divulgação para pequenos negócios. Os
recursos da empresa serão destinados a ações de apoio aos beneficiários do eixo
+Qualificação e Renda, uma das principais frentes do Ceará Sem Fome (CSF).
“Estamos muito orgulhosos da
parceria com o programa Ceará Sem Fome, pois acreditamos que o impacto social
começa com investimentos capazes de gerar transformações reais e tangíveis na
vida das pessoas. Esta iniciativa é uma forma de materializarmos nosso
compromisso de longo prazo com o Ceará, unindo segurança alimentar e
desenvolvimento econômico regional a uma causa que já é prioridade para o
TikTok por meio da nossa campanha global Ingrediente Principal, focada no
combate à fome, na alimentação saudável e no bem-estar”, disse Handemba Mutana,
diretor de Responsabilidade Social do TikTok na América Latina.
Também participaram da
formalização do acordo a vice-governadora, Jade Romero; o presidente do Banco
do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, o diretor-superintendente do Sebrae-CE,
Joaquim Cartaxo; além de outras autoridades.
Redução da extrema pobreza
Durante o evento, a
presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Ceará Sem Fome, Lia de
Freitas, destacou o papel social do programa. Segundo a primeira-dama do
Estado, as ações desenvolvidas contribuem para a redução da extrema pobreza no
Ceará, que registrou, pela primeira vez, índice inferior a 10%. “Esse festival
é fruto de um trabalho conjunto com a sociedade civil, empresários e os
governos municipal, estadual e federal. Com força, coragem e vontade de sonhar
e realizar, chegamos até aqui”, afirmou.
Lia também ressaltou que a
segurança alimentar é uma prioridade no Ceará. “Priorizamos a alimentação para
que as pessoas possam crescer, se desenvolver e estudar. Hoje, por meio de
1.300 espaços instalados em territórios periféricos, mobilizamos mais de 130
mil pessoas em busca de oportunidades e de inserção no mercado de trabalho”,
pontuou a presidente do CSF.
Empreendedorismo, cidadania
e geração de renda
No período da tarde, a
programação do Festival Ceará Sem Fome prosseguiu com oficinas, painéis,
capacitações e outras atividades voltadas ao atendimento da população, com foco
na inclusão social e na cidadania. Entre os serviços oferecidos, destaque para
a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Após a solicitação, o
documento é entregue aos cidadãos em até 30 dias.
Na área de exposições,
diversos serviços foram oferecidos por beneficiários do Ceará Sem Fome (CSF).
Ivy Melo, moradora do bairro Vila Velha, é massoterapeuta desde 2015.
Beneficiária do Instituto Alex Nunes, ela participa pela primeira vez do
festival como expositora e destacou a importância da oportunidade. “É uma
grande oportunidade que eu jamais pensei em ter. Isso comprova que não é só um
prato de comida, mas que, por meio do alimento, vêm o conhecimento e novas
práticas. Tudo isso tem ajudado não apenas a mim, mas também muitas pessoas do
bairro. Esta é a primeira de muitas oportunidades”, afirmou.
Já Raimunda Paula,
cozinheira da Associação Boa Esperança, na Barra do Ceará, participou do evento
com um estande onde comercializava pratinhos e cachorros-quentes ao lado da
irmã, Regina Lúcia. “O movimento e as vendas estão ótimos. Daqui a pouco vamos sair
com tudo vendido”, disse Raimunda Paula, que, no dia a dia, também vende
pastéis, batatas fritas e macarronada no bairro onde mora.
As beneficiárias fazem parte
do eixo +Qualificação e Renda – uma das principais frentes do CSF -, celebrada
no festival. Desde o seu lançamento, em 2024, a iniciativa tem contribuído para
transformar a vida não apenas da massoterapeuta Ivy Melo e das cozinheiras
Raimunda Paula e Regina Lúcia, mas também de mais de 35 mil beneficiários em
174 municípios cearenses.
*ASCOM
*Texto: Eliezio Jeffry
– Ascom Casa Civil
*Fotos: Hiane Braun e
Tiago Stille – Casa Civil

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