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A acusação anunciou que irá
recorrer da decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros pelo
homicídio culposo (sem intenção de matar) de seu filho, Henry Borel. Segundo o
assistente de acusação Cristiano Medina, houve uma mudança nos quesitos apresentados
aos jurados durante a votação, o que teria alterado o resultado do julgamento.
De acordo com o promotor
Fábio Vieira, em uma primeira votação os jurados reconheceram a
responsabilidade de Monique por homicídio doloso. Porém, após questionamento da
defesa, a votação foi refeita, resultando na desclassificação para homicídio
culposo. A acusação considera a mudança irregular e pretende buscar a anulação
dessa parte da sentença.
O pai de Henry, Leniel
Borel, criticou duramente a decisão, afirmando que ela representa “a terceira
morte de Henry” e pode abrir precedentes perigosos em casos de violência contra
crianças.
Já o ex-vereador Jairinho
foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio
duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Sua defesa
também informou que recorrerá da condenação e pedirá a nulidade do júri.
Henry Borel morreu em março
de 2021, aos 4 anos. Laudos periciais concluíram que a criança sofreu diversas
agressões e morreu em decorrência de hemorragia interna causada por forte
impacto. A investigação apontou Jairinho como autor das agressões e Monique
como omissa diante dos maus-tratos sofridos pelo filho.
Com a decisão do Tribunal do
Júri, Jairinho permanece preso, enquanto Monique teve a pena considerada
cumprida e recebeu alvará de soltura.

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