Mais de oito animais foram
encontrados mortos por suspeita de envenenamento no Sítio Sabiá, na zona rural
de Juazeiro do Norte. A denúncia mobilizou agentes da Guarda Civil
Metropolitana (GCM) e representantes do Conselho de Proteção Animal, que
estiveram no local no último sábado (20).
Segundo a coordenadora
estadual de Proteção Animal, Eliziane Lucena, o caso pode não ser isolado e há
indícios de recorrência na comunidade. Ela informou que será registrado boletim
de ocorrência para investigação e que também serão realizadas ações de orientação
com moradores.
“Foram vítimas muito mais
que dez animais. É um crime recorrente na localidade. Será realizado boletim de
ocorrência para que seja apurado o suposto crime, como também um trabalho
educativo de sensibilização na comunidade”, afirmou.
A presidente do Conselho de
Proteção Animal, Tânia Pinheiro, chamou atenção para a gravidade da situação e
a possível utilização de um veneno de alta letalidade. De acordo com ela,
relatos da comunidade apontam que os animais chegam a morrer poucos metros após
a ingestão da substância, o que indica possível intencionalidade no crime.
“A letalidade desse
material, pelo relato da comunidade, ela é muito intensa. O animal caminha
poucos metros, nem dez metros, e o animal já cai tombando. Então há uma
intencionalidade disso e a letalidade do produto que eles estão usando”,
alertou.
Penalidades
De acordo com a Lei
de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), praticar maus-tratos, ferir ou
matar animais pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de
multa. Quando há morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um
terço.
Se o crime envolver cães ou
gatos, a legislação prevê punição mais severa, com reclusão de dois a cinco
anos, multa e proibição da guarda do animal.

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