Um homem acusado de crime de
pistolagem no Cariri foi preso neste final de semana por militares do RAIO.
Eles recolheram José Rômulo de Sousa Vasques, de 37 anos, o “Dedé de Alcides”,
residente no bairro Populares em Mauriti. O mandado de prisão preventiva foi
cumprido quando o acusado trafegava pela estrada vicinal do Distrito de Coité
na zona rural de Mauriti. Ela já responde por porte de arma e falsidade
ideológica e, agora, homicídio qualificado.
O mandado se refere a esse
último crime praticado na manhã da última segunda-feira (25) e tipificado por
parricídio já que o mentor intelectual foi o próprio filho da vítima. O idoso
Antonio Lopes de Araújo, de 65 anos, o “Antonio de Ana”, foi morto a tiros na
estrada vicinal do Sítio São Sebastião no Distrito de Buritizinho. Ele seguia
num carro com o filho Francisco Ítalo Cezar de Oliveira, de 45 anos, residente
na Rua Dona Nazaré Gomes Xavier (Bairro Eucaliptos) em Milagres.
O veículo foi interceptado
na estrada por dois homens encapuzados que viajavam num veículo Fiat Strada de
cor branca. A dupla ainda anunciou assalto e recolheu pertences, mas atirou em
“Antonio de Ana” que morreu no local. A polícia desconfiou que fosse uma trama
e passou a promover levantamento e diligências. Na noite daquele dia policiais
do RAIO foram até à casa de Ítalo em Milagres e este confessou ter mandado
matar o pai acrescentando sobre “atrito” e “para não morrer”
Disse mais que, pelo
“serviço”, pagaria R$ 3 mil após o velório e sepultamento do pai que ocorreu no
dia seguinte em Parambu. Falou ainda ter combinado com a dupla para levá-lo ao
Sítio São Sebastião em Mauriti acertando ainda que seria simulado o assalto.
Após receber voz de prisão, Ítalo foi com a polícia até a casa do executor
“Dedé de Alcides” não o encontrando. Posteriormente seguiram à residência de
Cícero Moreira de Sousa, de 42 anos, no Sítio Marcela também em Mauriti.
Em frente ao imóvel estava o
veículo Fiat Strada de cor branca usado no crime, enquanto a espingarda calibre
20 foi encontrada num matagal por trás da casa dele com uma munição intacta e
junto a um balaclava. Esse, também, confessou dizendo ter apenas dirigido o
carro levando “Dedé de Alcides” para executar. Perante a delegada Luciana Costa
Vale, na Regional de Polícia Civil de Brejo Santo, Ítalo e Cícero optaram pelo
direito ao silêncio.

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